quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

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Como superar o cansaço

Especialista cita motivos para sua energia estar em baixa no trabalho e dá dicas de como reverter esse quadro


Fonte: Você S/A (Link: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/motivos-energia-baixa-exaustao-trabalho-como-superar-718225.shtml)
Por Camila Pati
O fim do ano se aproxima e a sensação de cansaço cresce para muitos profissionais. Aliada à contagem regressiva para os dias de folga entre dezembro e janeiro, a exaustão torna as horas do expediente mais longas e faz do relógio um grande inimigo corporativo. 

Para piorar este quadro, em muitas empresas agora é hora de garantir que as metas do ano sejam superadas e os resultados entregues. Mas por que muita gente se sente assim? O que estamos fazendo de errado e como fazer para manter o pique durante o ano inteiro?

Para tentar responder a essas perguntas, EXAME.com consultou César Kaghofer, um dos representantes da Dale Carnegie no Brasil. Confira 4 motivos que fazem sua energia se esvair no fim do ano, e como reverter este quadro, segundo o especialista.

Você acha que tem 12 meses para bater as metas
Não, você não tem 12 meses. A menos que queira trabalhar durante os seus 30 dias de férias, lembra o especialista. "As pessoas dividem o ano em 12 e se esquecem de que na verdade são 11 meses", diz Kaghofer. 

Esse erro de cálculo, na opinião do especialista, explica porque nesta época as pilhas de papéis crescem quase que em progressão geométrica nas mesas de muitos profissionais. "As coisas acabam se acumulando e quanto mais eu tenho por fazer, mais eu sofro com isso", diz.
Dica: Planeje o próximo ano de trabalho levando em consideração que terá um mês de férias. "As pessoas precisam aprender a administrar o tempo e planejar metas lembrando que não são 12 meses e sim 11", recomenda Kaghofer.
O expediente aumenta, mas a produtividade não

Brasileiros dedicam mais horas ao trabalho do que a população da maioria dos países ricos, de acordo com informações da Organização Internacional do Trabalho e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Enquanto a média por aqui é de uma jornada semanal de 44 horas, os alemães por exemplo trabalham 38 e são quatro vezes mais produtivos do que nós. "A dificuldade em organizar o tempo, administrar as pessoas e delegar tarefas faz com que as pessoas precisem passar mais horas no escritório", diz Kaghofer. 

Dica: "Produtividade não é trabalhar mais, é trabalhar melhor", diz o especialista. Portanto evitar distrações desnecessárias e organizar o seu expediente para que tudo seja feito dentro do período regular vai evitar que você precise passar a noite trabalhando. Segundo estudos de ciência cognitiva, o ser humano demora em média 15 minutos para restabelecer a concentração após uma interrupção.

Você não organiza sua saída de férias


As férias chegando e nada de você organizar este período. A dificuldade aí é delegar e negociar. "Falta nas pessoas essa capacidade de organizar o período de ausência", diz Kaghofer. 

A consequência é que ou você trabalha como um louco para dar conta de tudo antes das férias - e fica exausto por isso - ou você não sai,você "foge" de férias, deixando o problema para depois. "Há pessoas que quando faltam apenas alguns dias para retornar das férias, já começam a sofrer, lembrando de tudo que está acumulado na mesa de tabalho", diz Kaghofer.

Dica: "Ao sair de férias deixe tudo encaminhado, e isso exige habilidade de negociação com os colegas", recomenda o especialista. Negocie, delegue. Lembre-se, uma postura centralizadora pode ser exaustiva.

Algo no trabalho não vai bem


Cansaço e falta de energia são mais poderosos quando o trabalho não nos dá prazer. Tudo bem que trabalho não sinônimo de diversão o tempo todo, mas é igualmente verdade que momentos de felicidade são mais do que necessários durante o expediente.

"As pessoas que passam a semana inteira ansiando pelo fim de semana e o ano inteiro esperando as férias não estão muito felizes com o trabalho", diz o especialista.
Dica: Investigue os sinais de que talvez você esteja no emprego errado. "O profissional pode estar no trabalho errado ou não estar administrando bem ele", diz Kaghofer.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


Porto e pré-sal abrem espaço para os escritórios virtuais em Santos

Matéria do site: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=74008

Atraído pela cadeia do pré-sal e da logística portuária, um novo conceito de espaço corporativo ganha terreno em Santos: os chamados escritórios virtuais. Apesar do nome, não se trata de um ambiente na web, mas, sim, de um condomínio de salas destinado, também, a quem trabalha em esquema "home office" e precisa de uma base física para referência profissional.
"É ideal para quem precisa eventualmente ter um endereço comercial para reuniões ou um número de telefone para recados, inclusive com secretária bilíngue", diz o empresário Gabriel de Carvalho Jacintho, de São Paulo, que inaugurou o Espaço Certo Escritórios Virtuais em Santos há um ano com pacotes a partir de R$ 260. Sob medida para a enxurrada de empreendedores iniciantes que estão chegando à cidade, mas não têm fôlego para arcar, de saída, com os altos aluguéis da recente safra de empreendimentos corporativos. A abertura de micro e pequenas empresas em Santos subiu quase 10% desde 2010. Hoje são 12.129 empresas desse segmento.
Com 26 salas distribuídas em 400 m2 numa das avenidas mais movimentadas da cidade, o Espaço Certo funciona também da maneira tradicional, como uma opção para quem quer alugar salas. As empresas compartilham a infraestrutura e serviços existentes em escritórios convencionais - do cafezinho à internet, das secretárias à sala de conferência.
Desde que iniciou as atividades, o Espaço Certo contabiliza 90 contratos, sendo 40 fixos e virtuais e outros 50 de eventos de curta duração. A meta é encerrar o ano com R$ 1 milhão em faturamento. Jacintho vislumbrou a oportunidade de criar o "hotel de empresas" a partir da experiência como diretor de uma consultoria contábil e tributária especializada em assessorar multinacionais, em São Paulo. "A maioria dos nossos clientes se instala no Brasil dessa forma, começam com escritórios virtuais."
A decisão pela cidade do litoral paulista foi fácil. "Foi conjuntural. A cadeia do petróleo e gás, o porto, e o fato de haver pouca oferta de um modelo eminentemente corporativo na cidade", conta. Somado a isso pesou a vantajosa alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 3% contra 5% da capital paulista, na maioria dos segmentos.
Atualmente o local reúne segmentos de advocacia, imobiliária, agência de navegação, representação comercial de multinacionais instaladas na capital paulista e até uma escola de idiomas.
Há 15 anos no mercado, a F9C, com foco em soluções de tecnologia da informação, tinha bases em São Paulo e Rio de Janeiro. Há seis meses abriu filial em Santos para prestar serviços no segmento de logística e terminais portuários. Otávio Barboza, gerente de operações no Litoral e Interior de São Paulo da F9C, enxerga no "hotel de empresas" uma facilidade para quem está crescendo. "Os clientes ficaram felizes em termos vindo para Santos e não precisarem mais subir a serra para contratar o serviço."

Fonte: Valor Econômico